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07 de Dezembro de 2011
Um ano marcado por fortes acontecimentos
O ano de 2011 foi marcado por fortes acontecimentos, tanto positivos como negativos.
Acontecimentos positivos no mercado interno:
- Crescimento de 4,9% da produção em relação a 2010. O volume passou de 3,24 milhões t para 3,50 milhões t. Esse resultado se deve ao aumento de produtividade e do peso médio de abate. Novos investimentos foram alocados para substituir parte das estruturas consideradas obsoletas.
- Plantel de matrizes, estimado em 2,48 milhões de cabeças, cresceu 0,6%.
- Oferta para abate aumentou 5,5%, passando de 34,3 milhões de cabeças para 36,2 milhões.
- Abates sob inspeção federal (SIF) somaram 30,4 milhões de cabeças, crescimento de 4,5% em relação a 2010; abates sob outras certificações retornaram aos patamares de 2008.
- Mercado interno absorveu 84,7% da oferta em relação a 83% em 2010.
- Disponibilidade interna cresceu 6,7%, igualando-se ao potencial de consumo, estimado em 15 Kg per capita.
- Brasileiros consumiram mais 180 mil toneladas; estoques, neste final de ano, estão abaixo do normal.
- Expansão das vendas, sobretudo de industrializados (frescais, principalmente linguiças).
- O foco dos produtores centrou-se na gestão, o que explica em parte o baixo crescimento dos alojamentos de matrizes e o aumento da produtividade.
Acontecimentos negativos no mercado interno:
- Pressão da oferta gerou instabilidade dos preços em todos os segmentos da cadeia produtiva, em alguns momentos.
- Custos mais altos de produção reduziram margens de comercialização.
- Também houve a concorrência de carnes de aves a preços muito baixos.
- Elevação dos preços internacionais dos grãos.
Perspectivas para 2012 no mercado interno:
- Oferta tende a ter um crescimento moderado, no máximo 2%.
- Demanda deve continuar aquecida.
- Esperam-se recuperação dos preços e leve redução dos custos.
- Recomposição das margens de comercialização deverá trazer retorno de rentabilidade ao setor.
Acontecimentos positivos no mercado externo:
- Progresso das exportações na direção da Ásia, região que deve se tornar o principal destino para a carne suína brasileira.
- Hong Kong cresceu de maneira importante como importador.
- Até outubro, exportamos para Hong Kong 107,50 mil t, crescimento de 32,42% em relação a igual período de 2010. As exportações brasileiras para Hong Kong e China deverão ultrapassar, em 2012, as destinadas à Rússia, hoje ainda o principal mercado do Brasil. Os primeiros embarques de carne suína para a China ocorreram em novembro, e as vendas para Hong Kong, em outubro, já colocaram esse destino em segundo lugar. Em outubro, as vendas para o mercado russo caíram 83,77% em toneladas, ante outubro de 2010, enquanto para Hong Kong houve crescimento de 36,75%.
- A China habilitou três frigoríficos em abril – unidade da Seara (grupo Marfrig) em Itapiranga (SC), unidade da BRF em Rio Verde (GO) e da Aurora em Chapecó (SC) -, que começaram a exportar em novembro. Novas habilitações deverão ocorrer em 2012.
- Missão veterinária do Japão visitou o Brasil em agosto. As informações preliminares que chegam de Tóquio dão conta de que os japoneses ficaram satisfeitos, e o processo de aprovação sanitária segue seus trâmites.
- Também com a Coreia do Sul, que visitou o Brasil em abril de 2010, a troca de informações entre o Ministério da Agricultura e a autoridade sanitária coreana NVQRS prosseguiu, dando continuidade ao processo de aprovação do Brasil.
Acontecimentos negativos no mercado externo:
- Iniciamos janeiro com a suspensão provisória de seis frigoríficos, cinco do Rio Grande do Sul, por suposta identificação de resíduos proibidos, em continuidade a um tipo de episódio rotineiro no comércio com a Rússia. As empresas apresentaram planos de ação ao Ministério da Agricultura (Mapa), solicitando a retirada da suspensão, o que não ocorreu até hoje.
- Em 1º de junho, o Brasil foi surpreendido com comunicação do Rosselkhoznadzor, suspendendo, a partir de 15 de junho, todos os estabelecimentos – 85 unidades no RS, Paraná e Mato Grosso. Esse evento afetou fortemente a exportação de carne suína, pois restaram, inicialmente, dois frigoríficos habilitados a exportar para a Rússia. Posteriormente, apenas uma unidade foi autorizada, e esta permanece até hoje exportando.
- Após a vinda de missão veterinária da Rússia ao Brasil, neste final de ano, esperamos que aquele mercado seja reaberto integralmente.
- Valorização do real, na maior parte do ano, manteve o produto brasileiro menos competitivo em relação ao dos concorrentes.
Perspectivas para 2012 no mercado externo:
- A crescente abertura da Ásia às exportações de carne suína do Brasil deve representar fato relevante já em 2012, com boas perspectivas nos próximos anos.
- A concorrência da União Europeia tende a persistir, sobretudo na Rússia.
- Os preços médios internacionais deverão permanecer firmes devido à continuidade do crescimento da demanda na Ásia.