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23 de Março de 2016
Suínos vivos foram a principal espécie animal importada
No entanto, de acordo com as estatísticas da produção e consumo de carne do Instituto Nacional de Estatística (INE), a carne de bovino representou quase metade do valor total (cerca de 47%) das carnes importadas em 2015 (num total de 407 milhões de euros), enquanto a carne de suíno correspondeu a 31,5% do total de importações (272 milhões de euros).
O valor da importação de carnes de aves, que representa 14% do total (147 milhões de euros), foi o que mais cresceu entre 2010 e 2015, a uma taxa média anual de 10%.
Entre 2010 e 2014, o setor das carnes caracterizava-se já por uma produção deficitária (853 mil toneladas no total), apresentando uma diminuição anual média de 1,3%.
Neste período, a variação anual dos preços das rações foi sempre superior à dos preços pagos aos produtores, com o índice de preços dos alimentos compostos (IPAC) a apresentar uma taxa média de variação anual de 6%, o dobro da registada no índice de preços ao produtor.
Apesar do elevado investimento feito pelo setor para se adaptar às exigências europeias, em 2014 as importações representavam ainda cerca de 30% do abastecimento de carne, uma dependência externa que se traduziu num défice comercial de 788 milhões de euros em 2015.
Entre 2011 e 2014, o valor das importações de carne aumentou 21,1% em resultado da subida das importações nas carnes de todas as espécies, em particular da carne de suíno (34,4%), aves (29,7%) e bovino (13,6%).
Em 2014, Portugal importou metade da carne de vaca que consumiu, 35% da carne de suíno e 24% da carne de ovino e caprino.