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15 de Agosto de 2014
Suinocultores comemoram exportações e alta no preço da carne
Os russos suspenderam as importações de alimentos da Europa e dos Estados Unidos e o Brasil tem a chance de se tornar o principal fornecedor de carne para o país. Em Santa Catarina, criadores e agroindústrias, que já vinham faturando bem, estão na expectativa de uma valorização ainda maior dos preços.
É a lei de mercado, aumenta a procura, aumenta o valor do produto e tem sido assim com a carne suína catarinense por conta da Rússia, que mês a mês vem aumentando o volume de compra e valorizando cada vez mais a carne produzida aqui.
Em junho do ano passado, por exemplo, Santa Catarina exportou para Rússia 4,468 mil t de carne suína. Em junho deste ano, o volume mais que dobrou e as agroindústrias receberam bem mais por tonelada do que em 2013, o valor passou de US$ 3 mil para para US$ 4,7 mil.
Hoje, os produtores de suínos que trabalham no sistema de integração com a Cooperativa Aurora chegam a ganhar até R$ 3,30 pelo quilo do animal, enquanto no mesmo período do ano passado, eles recebiam R$ 0,80 a menos.
Os produtores independentes também têm o que comemorar. Em um ano, o valor pago pelo quilo do suíno subiu de R$ 2,60 para R$ 3,70 e o cenário tende a ficar ainda melhor. Até então, apenas dois frigoríficos da cooperativa estavam autorizados a exportar carne para a Rússia, mas nos próximos dias, outros três frigoríficos da empresa devem ser liberados. A expectativa é ampliar as exportações de carne em mil toneladas, o equivalente a 40 carretas.
E os russos têm pressa porque precisam receber os estoques de carne antes que o rigoroso inverno chegue por lá.
No acumulado do ano, somando todos os setores da agropecuária, as exportações do Brasil para a Rússia cresceram 25% e vem mais por aí. Semana passada, 85 novos frigoríficos e dois laticínios foram autorizados a vender para os russos.