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30 de Abril de 2014
Sindicato Rural de Cuiabá apresenta propostas para o Pensar MT
Política de atração de mão de obra para o campo, melhorias nos serviços de sanidade animal e vegetal e alinhamento das leis ambientais estaduais e federais foram os principais temas debatidos no sétimo encontro do projeto Pensar MT, que ocorreu ontem (28/04) em Cuiabá, na sede da Associação dos Criadores de Nelore, no parque de exposições.
O Sindicato Rural de Cuiabá elaborou um documento com as principais demandas da região da baixada cuiabana. Entre elas está a necessidade de melhorar a infraestrutura e os serviços prestados pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).
Segundo o presidente do sindicato, Ricardo Figueiredo de Arruda, a entidade tem feito sua parte colaborando para melhorar a estrutura do espaço físico da Unidade Local Execução do Indea-MT, localizada no parque de exposições de Cuiabá. O sindicato está reformando a unidade. No entanto, ele avalia que ainda é necessário aprimorar os procedimentos e serviços do órgão que é de suma importância para garantir a sanidade animal e vegetal dos produtos agropecuários de Mato Grosso.
Outra sugestão apresentada foi a adequação das leis estaduais, que tratam das questões ambientais, ao que foi estabelecido pelo Código Florestal brasileiro. O sindicato defende o retorno das discussões sobre o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico (ZSEE), criado pela Lei 9.532/2011, que instituiu a política de Planejamento e Ordenamento Territorial do Estado.
Em fevereiro de 2012 o Ministério Público Estadual de Mato Grosso determinou a suspensão de alguns dispositivos da lei do Zoneamento. Em março, a Comissão Coordenadora do Zoneamento Ecológico-Econômico do Território Nacional, formada por membros de 14 ministérios, solicitou adequações na lei. O reconhecimento do Zoneamento perante a União somente será concretizado caso o governo do Estado promova uma série de alterações e complementações na referida lei.
Mão de obra – O produtor de leite de Santo Antonio do Leverger, Luiz Henrique Vargas, defendeu a criação de uma política de atração de mão de obra para o campo. Segundo ele, não adianta apenas incentivar a capacitação das pessoas para o campo. É necessário também investir na “fixação” e atração dos trabalhadores para o campo. “Às vezes estamos preocupados com a capacitação, mas precisamos nos preocupar com a fixação das pessoas no campo. Não adianta ter o diploma de inseminador, de operador de máquina agrícola, por exemplo, e trabalhar como caixa de supermercado ou balconista. A gente precisa mostrar a qualidade de vida que é morar e trabalhar no campo”, opinou.
A extensão rural foi outro assunto tratado no encontro como uma das principais demandas do Sindicato Rural de Cuiabá. Apesar dos investimentos em cursos e qualificação profissional pelas entidades, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), o presidente do sindicato observa que o setor precisa do compromisso do Estado no que diz respeito à extensão e ao auxílio para o produtor produzir e comercializar seus produtos. “O Estado precisa auxiliar o pequeno produtor a produzir e depois comercializar o produto, legalizar a produção através de um serviço de inspeção que possibilite alcançar outros mercados”, avaliou Arruda.
Participaram do encontro o presidente da Famato, Rui Prado, o diretor administrativo e financeiro, Nelson Piccoli, o presidente da Acrimat, José João Bernardes, o secretário da Sedraf, Luiz Carlos Alécio, diretores da Acrimat, do Sindicato Rural de Cuiabá e da Associação dos Criadores de Nelore, o especialista em política e palestrante Alfredo da Mota Menezes, entre outros.
Pensar MT – Os próximos encontros do Pensar MT serão em Alto Araguaia (06/05), Rondonópolis (07/05), Sinop (13/05), Lucas do Rio Verde (14/05), Sorriso (15/05), Nova Mutum (16/05), Confresa (20/05), Querência (21/05), Canarana (22/05) e Barra do Garças (23/05).
O projeto é uma iniciativa do Fórum Agro MT, formado pelas entidades Famato, Aprosoja, Ampa, Acrimat, Acrismat e Aprosmat. De abril até maio, diversos municípios serão visitados pelo fórum que fará um levantamento das principais demandas do setor produtivo e da sociedade. Parte da pesquisa é conduzida pela Fundação Dom Cabral (FDC). No final do trabalho será elaborada uma agenda positiva para ser entregue aos futuros candidatos ao pleito eleitoral de 2014.