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18 de Fevereiro de 2016
Requisitos para conquista de novos mercados na carne suína foram debatido em Seminário
Os requisitos de saúde pública para exportação de carne suína produzida no Brasil são: inspeção ante e post mortem, cada carcaça é submetida a um exame laboratorial para detecção de trinchinella spirallis, garantias em relação a higiene da embalagem e do transporte, entre outros. As informações que são importantes para a conquista de mercados inéditos e reabertura de outros para a exportação da carne suína, foram apresentadas pelo o diretor de trânsito nacional do Departamento de Saúde Animal, Rodrigo Padovani, nesta quarta-feira (17.02), no Seminário Defesa Sanitária no Mato Grosso.
“Por exemplo, a Rússia, tem um requisito específico como a carne proveniente sem o uso de ractopamina, já Coreia do Sul e Japão para importar a carne suína in natura pedem o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação. É comum para obtenção de novos mercados exigências adicional como os citados”, disse.
Para o avanço em novos mercados é fundamental o trabalho em conjunto do governo e produtores. “O produtor tem que notificar as doenças, tem que aprimorar seu manejo sanitário, informar o seu rebanho junto ao escritório estadual, fazer programas de vacinação obrigatórios. Sem esse envolvimento jamais seriamos capaz de obter avanços sanitários. E o produtor e associações têm sido parceiros e sem eles jamais seriamos capazes de obter avanços sanitários. Não é a toa que o Brasil exporta carne para mais de 150 países”, afirmou.
Ainda de acordo com o diretor será um tendência a exigência da certificação da OIE declarado que a carne suína está livre da peste suína clássica. “No Brasil a cadeia produtiva tem sido bastante proativa nesse sentido. Mato Grosso pleiteia juntamente com outros Estados em maio de 2016 durante Assembleia Mundial o certificado e será um ganho fantástico”, pontuou.
Outro ponto importante para conquistar mercados inéditos e reabrir outros para a exportação da carne suína foi trazido pelo professor da Universidade Federal de Brasília (UNB), Vitor Picão, a avaliação de risco.
Segundo ele a avaliação é uma metodologia para objetivamente os países exportadores e importadores poderem avaliar qual o risco de importarem determinada mercadoria com determinado riscos sanitários. E com base nisso tomarem decisões de restrições ou medidas adicionais de proteção.
“Além disso, a avaliação pode ser dosada para que o país avalie seus riscos internos, como movimentação de animais, de exigência de seguranças para reforçar seus padrões sanitários”, relatou.
O que o produtor precisa saber é que algumas medidas que são impostas de poder ou não usar um determinado produto, de ter uma determinada prática como tomar banho antes de entrar na granja, por exemplo, coletar amostras para vigilância de alguma doença, ocorre da necessidade de fazer essas avaliações de riscos, para demonstrar essa segurança sanitária explicou.
“O produtor às vezes não entende muito bem o porque está fazendo isso ou gastando dinheiro, mas ele é necessário para uma defesa sanitária. Frequentemente essas medidas são resultados de alguma avaliação de risco que disse que é necessário reforçar a vigilância da peste suína clássica, por exemplo”, disse Vitor Picão.
O professor explica que a OIE estabelece a metodologia a ser utilizadas pelos países. E que não existe um consenso sobre o órgão que faz a avaliação de risco em cada país.
“Por exemplo, na União Europeia quem faz a avaliação é uma entidade separada da autoridade sanitária, o gestor do risco. Enquanto no Brasil e Estados Unidos é a mesma”, contou.