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08 de Dezembro de 2015

Projeção da Fiesp indica que até 2025 agronegócio no País crescerá acima da média mundial em produçã

Mesmo com um crescimento projetado aquém do registrado na última década, o agronegócio brasileiro seguirá com desempenho superior ao restante do mundo em relação às exportações e deve aumentar sua participação no mercado global em diversas culturas nos próximos dez anos. A avaliação é da equipe do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), responsável pela elaboração do Outlook 2025, que reúne diagnósticos e projeções para o setor na próxima década.

No site é possível acessar os resultados das projeções realizadas pela Fiesp para 2025, para algumas das principais commodities agropecuárias produzidas no Brasil, em termos de produção, produtividade, área (incluindo a dinâmica regional), exportação líquida, consumo doméstico, produção e demanda de fertilizantes, além do uso da terra no País para o período projetado. Foram analisados 20 produtos agroindustriais e seus derivados: algodão, arroz, café, laranja (suco de laranja), cana-de-açúcar (açúcar e etanol), feijão, milho, soja (grão, farelo e óleo), trigo, carnes (bovina, frango e suína), ovos, lácteos e celulose.

As projeções contempladas na plataforma consideram que, nos próximos dois anos, serão construídas as condições políticas para desenvolver um caminho de equilíbrio mínimo das contas públicas e de retomada do crescimento. 

O que esperar do agronegócio para os próximos anos

Mesmo com a revisão para baixo e com ritmo de crescimento menos do que nos anos anteriores, o agronegócio brasileiro cresce acima da média mundial em produção e exportação e ganha participação de mercado. O ritmo de crescimento da produção brasileira será superior ao do mundo para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango). O País ganhará market share nas exportação de soja, milho, açúcar e nas carnes de frango e suína.

As vendas externas de carne de frango do Brasil também seguirão crescendo a taxas significativas pelos próximos 10 anos. O Deagro estima que as exportações devem ter um aumento anual de 3,2%, alcançando 41% de participação no mercado mundial, contra os atuais 39%. Embora o crescimento seja expressivo e se dê acima da média mundial para o período (2,8 a.a.%), ele será, como na maioria das commodities avaliadas, inferior à expansão verificada na década anterior (5,2% ao ano). Exceção é feita à carne suína, cuja expectativa é de um crescimento mais robusto das exportações na próxima década do que o verificado no passado.

Consolidação das regiões produtoras

Centro-Oeste: consolidação da participação na produção de soja e milho, com mais de 45% do total do País. Também deve haver um estímulo ao incremento da produção de carnes bovina (de 38% para 40%);suína (de 14% para 22%); e frango (de 14% para 19%).

Sul: A região continuará produzindo quase todo o arroz e trigo do país, com 83% e 90% da participação; representará cerca de 30% na produção de milho e soja e perderá a participação de carnes para o Centro - Oeste, ainda assim, responderá por quase 60% da produção de suínos e frangos.

Sudeste: Ampliará a participação na produção de café (de 26% para 89%); cana-de-açúcar: apesar de perder para o Centro-Oeste, representará 62% da produção, contra os atuais 64%; e laranja, deve amplicar sua produção saindo dos 78% para os 80%.