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19 de Dezembro de 2017

Excesso de suínos derruba preço e desanima setor na melhor época do ano

Desde setembro, o valor do quilo não reage por conta de uma oferta que foi planejada um ano antes (ciclo de engorda nas granjas) e cuja demanda não respondeu. Controle de produção deve entrar na pauta do setor, embora “seja muito difícil fazer isso acontecer no Brasil”.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Luiz de Lorenzi, destaca que a expectativa era de um momento positivo para o mercado de suínos nos meses de setembro e outubro, mas este fator não ocorreu. O estado enfrenta uma estabilidade no preço pago para os integrados e quedas semanais de preço para os integrados, "inviabilizando a produção de suínos". Os meses de janeiro e fevereiro são conhecidos por estabilizar o mercado ou sinalizar uma queda. Lorenzi conta que era aguardado um lucro neste final de ano para que os produtores pudessem trabalhar tranquilos no início do ano, o que não ocorreu.

Segundo o presidente, a queda foi motivada com um excesso de produção, principalmente porque as empresas aumentaram em 10% o abate de suínos, mas, da parte dos consumidores, o mercado não teve êxito. Ele também destaca que as exportações não são parâmetro para a melhora de preços dos produtores, até porque as empresas perderam lucratividade em reais. "O Brasil cresceu na produção e perdeu na exportação", disse. Durante os meses de março a novembro, os suinocultores encontraram preços mais estáveis de milho e do farelo de soja, o que fez com que o ano só não fechasse em vermelho em função dos custos de produção.