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02 de Junho de 2014
Diarreia Epidêmica Suína é tema de palestra promovida pela Acrismat
Na última semana, produtores de carne suína, médicos veterinários e profissionais da área participaram da palestra sobre Diarreia Epidêmica Suína (PED), ministrada pela doutora na área de sanidade animal, a professora Masaio Mizuno Ishizuka. A palestra fez parte da programação elaborada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) para o encontro do comitê de Sanidade Suídea.
Abrindo a tarde de conhecimento, o diretor executivo da associação, Custódio Rodrigues, lembrou da importância de se discutir a sanidade das carnes produzidas no país para que estejam cada vez mais saudáveis e aumente a produção em todas as cadeias. “No caso da diarreia suína em especial, apesar de não ter sido diagnosticada em solo brasileiro, o nosso trabalho é prevenir para que a doença não dizime as nossas matrizes”, ressalta Custódio.
A doutora Masaio durante a palestra contou a história da doença e o percurso que ela tem feitos em países próximos ao Brasil. A PED era uma doença característica de países asiáticos e europeus, mas agora alcançou as Américas e até locais mais quentes, como Colômbia e Peru. De acordo com a profissional, isso mostra que o vírus já está se adaptando a novas características do ambiente que o seu hospedeiro vive.
Classificada como aguda, com morbidade e alta mortalidade em leitões, a doença pode causar prejuízos graves aos produtores de carne suína e desestabilizar a economia do um país atingido. Para se ter uma ideia, dados apresentados pela professora Masaio revelam que a PED, que foi diagnosticada nos Estados Unidos em 2013 até o início de 2014 matou mais de sete milhões de leitões. Nunca houve situação semelhante com qualquer doença nos EUA. Uma empresa com 60 mil fêmeas, em uma semana, 30% do plantel foi afetado.
“Os países afetados pela PED logo no início devem escolher a estratégia a ser adotada, a erradicar, ou seja, eliminar o agente etiológico em certa área geográfica ou controlar com compromisso tácito de conviver com a doença em níveis baixos”, alerta.
A doutora ainda lembra que a doença é altamente contagiosa, mas que a única forma de contágio é pelas fezes suínas. “É uma doença entérica aguda e altamente contagiosa caracterizada por severa enterite, vomito e diarreia líquida e é um dos maiores problemas para a suinícola atual. A despeito dos esforços no desenvolvimento de vacinas, permanece sendo um grave desafio para a suinocultura”.
Por enquanto, a única forma de evitar a entrada da doença em granjas saudáveis, é evitar qualquer tipo de contato com as infectadas. Evitar a visitação de pessoas de fora, troca de matérias ou empréstimos de utensílios usados no tratamento dos suínos. Entre os países, os cuidados devem ser ainda mais rigorosos, fechando as barreias e o transporte dos animais.
A Acrismat
A associação, preocupada em manter as granjas de Mato Grosso e do país fora da área afetada pela doença, pretende promover discussões sobre a sanidade suídea entre os profissionais ligados ao setor. Hoje no Estado já conta com 130 mil matrizes em criação e a tendência é que esse número aumente para 200 mil em um curto espaço de tempo, gerando ainda mais empregos e mais rentabilidade a Mato Grosso.