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16 de Janeiro de 2015

Carne suína: Empresas buscam ampliar produção com conjuntura favorável

s empresas que atuam no setor de suinocultura no Rio Grande do Sul estão buscando ampliar a produção, em função do mercado externo e interno favoráveis. A redução no preço do milho e a retomada das exportações favorecem a atividade.
A previsão de boas safras de milho e soja no Brasil e nos EUA deve manter os preços em cotações normais, o que dá boas perspectivas para obtenção de rendimentos favoráveis em 2015, tendo em vista que a maior parte do custo de produção está vinculado à alimentação. Os produtores continuam satisfeitos com o retorno econômico obtido. Na região de Passo Fundo, a cotação base do suíno para o produtor independente permaneceu em R$ 3,40/kg vivo.
Com a tipificação de carcaça, a cotação final pode chegar em R$ 4,30/kg. Nesse sistema, o produtor faz todas as etapas da criação e arca com os custos e riscos do negócio, mesmo tendo vínculo com a integradora para garantia da venda da produção. Na região de Erechim, o quilo do suíno vivo foi comercializado a R$ 3,60. Nessa região o milho está sendo comercializado entre R$ 23 e 27 por saca, e o farelo de soja entre R$ 1,30 a R$ 1,70/kg.
No outro sistema de produção, integrado às agroindústrias do setor, a remuneração média na maior parte dos lotes entregues na região de Passo Fundo ficou em torno de R$ 18/cabeça engordada, variando entre R$ 15 e R$ 20. Nesse sistema, a agroindústria fornece os animais, a ração, os medicamentos e a assistência técnica, e o produtor fornece as instalações, mão de obra, água, energia elétrica e faz o manejo dos dejetos.
A remuneração ao produtor integrado depende basicamente dos índices de desempenho da criação, conseguindo bons rendimentos ao obter alta conversão alimentar e baixa mortalidade de animais, dentre outros.