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19 de Abril de 2018
Bons preços para o milho, influência do trigo e expectativa sobre os EUA
O pregão desta quarta-feira (18) foi ligeiramente positivo aos preços do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). Depois de testar os dois lados da tabela, as principais posições da commodity encerraram o dia com ganhos de mais de 2 pontos. O maio/18 era negociado a US$ 3,83 por bushel, já o setembro/18 finalizou o dia a US$ 3,99 por bushel.
"Os contratos futuros do milho seguiram a recuperação do trigo nesta quarta-feira, mas os ganhos foram limitados pelas perspectivas de um clima mais quente que permitirá os agricultores avançarem rapidamente com o plantio nas próximas semanas", informou a Reuters Internacional.
Por sua vez, os futuros do trigo subiram mais de 7 pontos nesta quarta-feira na CBOT impulsionados pela perspectiva de redução nas chuvas previstas nas principais áreas de produção. "A previsão para a chuva nas planícies do sul recuou um pouco", disse Dan O'Bryan, especialista em gestão de risco e corretor da Top Third Ag Marketing.
"Você começa a tirar um pouco da chuva, você tem um pouco de cobertura de posição, por parte dos fundos", completa o especialista.
Além disso, o mercado também especula se as chuvas não chegariam tarde demais, uma vez que a cultura já apresenta perdas devido ao clima mais seco.
Do mesmo modo, as atenções dos investidores permanecem voltadas ao plantio da nova safra dos EUA e no comportamento do clima no Meio-Oeste. Até o momento, cerca de 3% da área esperada para essa safra foi plantada.
"O clima está dominando o comércio hoje, já que o início lento do plantio pode indicar um aumento na produção de soja em relação ao milho ou trigo da primavera", disse Jason Roose, da US Commodities
Outro fator que está no radar dos participantes do mercado é o desenvolvimento da safrinha de milho no Brasil. Isso porque, algumas regiões do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo já enfrentam problemas com a estiagem. Inclusive no estado paranaense, algumas regiões já apresentam perdas.
"Mas, definitivamente, o apoio aos valores do milho é de um mercado firme dos EUA, com os agricultores americanos segurando as vendas e provavelmente não irão vender nenhum milho até ter confiança em entrar nos campos", reportou o Agrimoney.com.