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16 de Dezembro de 2016
Blairo Maggi recebe reivindicações do Agro de SC em Chapecó
entre dirigentes de agroindústrias, sindicatos, cooperativas, organizações do setor, parlamentares e o governador Raimundo Colombo.
Defesa sanitária, crédito, estrutura e desburocratização são algumas das reivindicações apresentadas pelas principais entidades do agronegócio catarinense – Sindicarne, Acav, Ocesc, Faesc, Fiesc, entre outras – ao ministro Blairo Maggi, da Agricultura, no encontro com produtores e dirigentes na quinta-feira (15) em Chapecó. O encontro reuniu mais de 400 pessoas no Centro de Cultura e Eventos Plínio De Nes, entre dirigentes de agroindústrias, sindicatos, cooperativas, organizações do setor, parlamentares e o governador Raimundo Colombo. O presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Glauco Corte, fez uma ampla exposição das potencialidades catarinenses e das necessidades do agronegócio, incorporando as reivindicações do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados de SC (Sindicarne) e da Associação Catarinense de Avicultura (Acav).
Defendeu estruturar uma política de subsídio ao custo do frete de grãos do Centro-Oeste para o Sul e criar um programa que propicie a comercialização de grãos preferencialmente no mercado interno, uma vez que a produção no estado não atende à demanda da agroindústria. Corte disse ainda que é preciso viabilizar transporte ferroviário do Centro-Oeste para o Sul, pois a falta de um modal logístico onera a indústria e gera desvantagem competitiva para a cadeia produtiva do estado, contribuindo para a migração da produção e pondo em risco a sustentabilidade do agronegócio. Também lembrou que Santa Catarina é o estado pioneiro na produção de aves e suínos, porém, parte das estruturas e plantas produtivas das agroindústrias não acompanhou a modernização necessária nos seus processos. Considerando a grande concorrência interna e externa, torna-se necessário disponibilizar linhas de crédito com foco na agroindústria para modernização do parque agroindustrial.
Propôs ainda reestruturar os repasses aos estados e municípios, garantindo as atividades de defesa e status sanitário. Outra dor de cabeça para o setor é a uniformização da fiscalização trabalhista. “A fiscalização trabalhista deve se basear na legislação vigente, buscando isenção e impessoalidade no tratamento. Essa demanda visa garantir a saúde e segurança do trabalhador sem prejudicar a produtividade e competitividade das agroindústrias catarinenses”, observou o presidente da Acav, José Antônio Ribas Júnior. As entidades reclamaram que a morosidade dos processos que tramitam no Mapa afeta a cadeia produtiva de suínos e aves, por conta do excesso de burocracia. Também estão preocupadas com a segurança no transporte de cargas, alegando que aumentou consideravelmente o roubo de cargas nas estradas brasileiras. Além do prejuízo com a perda dos produtos e veículos, ocorre a oneração dos seguros.
“É primordial a interação com os órgãos competentes de segurança pública para garantir o transporte das cargas no Brasil”, expôs a presidente do Sindicarne, Irani Pamplona Peters. O presidente da Organização das Cooperativas de SC (Ocesc), Luiz Vicente Suzin, reivindicou que os limites para o custeio pecuário de avicultura e suinocultura explorados no regime de parceria pecuária sejam atualizados. Também pediu recursos para construção e ampliação de armazéns com linhas de crédito com prazos e juros compatíveis com a atividade – 15 a 20 anos e 3,5% de juros a.a. Entre outras reivindicações, a Ocesc pediu a revisão dos valores da taxa de controle e fiscalização ambiental (TCFA) cobrada pelo Ibama.