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31 de Outubro de 2014

Acrismat solicita reunião à Frente Parlamentar da Suinocultura de MT

A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), por meio de seu presidente, Raulino Teixeira Machado, solicitou à Frente Parlamentar da Suinocultura de Mato Grosso (FPS-MT) reunião para tratar dos assuntos da suinocultura, principalmente no que tange às questões sanitárias e ambientais, para sensibilizar os Governos Estadual e Federal no desenvolvimento de ações específicas. O objetivo é defender os interesses dos criadores de suínos, discutir propostas e incentivos à cadeia produtiva.

O ofício foi entregue no último dia 27, mas a reunião ainda não foi agendada. A ideia é tratar de assuntos que podem causar alguns prejuízos cadeia produtiva de Mato Grosso, em especial quanto à Peste Suína Clássica (PSC), que a partir de 2015 passa a fazer parte da lista de doenças de reconhecimento oficial da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

De acordo com o presidente da Acrismat, a partir de meados do ano que vem, há risco de perda de espaço brasileiro no comércio internacional, pela redução do número de estados certificados como livres ou pela possibilidade de retaliação do Brasil por países que sejam reconhecidos como livres pela OIE. “Enfatizamos que a falta de investimentos prejudica não só a sanidade animal, a vegetal também está crítica, pela deficiência de fiscalização nessas duas áreas”, pontuou Raulino.

Outro assunto que será abordado é quanto aos altos preços das licenças ambientais enfrentados pelos suinocultores de Mato Grosso. “Para abrir uma granja o custo é alto, para mantê-la está praticamente inacessível. A situação ficará insustentável, visto que corre um Projeto de Lei na Casa Civil, para aumento na cobrança das Licenças Ambientais. Isso se refletirá em todas as cadeias (Bovinos, Suínos, Equinos, Aves, Ovinos, Caprinos, entre outros), onerando os produtores de forma que muitos não conseguirão se sustentar na atividade”, explica o presidente.

Suinocultura em Mato Grosso

A produção no Estado é tecnificada, possui sustentabilidade ecológica e ocupa o 5º lugar de produção no país. Conta atualmente com um plantel de cerca de 120 mil matrizes, sendo que cada matriz gera de 24 a 25 terminados por ano, com alto grau de evolução genética.

Contribui ainda na agregação de valor dos grãos, com média de 2,7 Kg de ração por cada Kg de suíno produzido. A cadeia produtiva ainda viabiliza a geração de 8.750 empregos diretos e de 30.000 empregos indiretos em Mato Grosso.