Notícias

20 de Abril de 2015

Acrismat reúne representantes de Órgãos Estaduais para treinamento sobre animais asselvajados

A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) realizou, na última semana, treinamento para a capacitação de representantes de órgãos estaduais para o Monitoramento e Vigilância de Suínos Asselvajados. Cerca de 20 representantes do Ibama, Embrapa, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Chico Mendes e de clubes de tiro de Mato Grosso participaram do treinamento ministrado pela pesquisadora e doutora Virgínia Santiago Silva, da Embrapa - Suínos e Aves/SC. A ideia é que esses profissionais e os caçadores legalizados ajudem no monitoramento, colhendo amostras do sangue dos animais selvagens.

O presidente da Acrismat, Raulino Teixeira Machado, frisou que este trabalho vem sendo realizado em Mato Grosso desde o ano passado, treinando profissionais e órgãos que possam ser envolvidos nesse monitoramento. “Esse treinamento é de suma importância para atender as exigências da OIE e para o Estado de Mato Grosso avançar ao reconhecimento de zona livre internacional para Peste Suína Clássica (PSC) e não perder mercado internacional da carne suína a longo prazo”, ressaltou.

O presidente do Indea-MT em exercício, Roberto Renato Pinheiro da Silva, revelou que este trabalho que vem sendo feito em parceira com a Acrismat faz parte do trabalho de defesa sanitária animal, o qual o órgão é responsável. “Vocês tiveram ideia da magnitude das obrigações do Indea e da importância desse trabalho para cada cadeia produtiva. Por isso agradeço a presença e o envolvimento de vocês nessa missão”, disse.

A doutora Virginia Santiago abriu o dia de conhecimento chamando a atenção de como essa ação é desafiadora, já que no Brasil o monitoramento das espécies selvagens de suínos e javalis é muito novo. A pesquisadora explicou que a preocupação se dá visto que essa população selvagem está em expansão no país por serem extremamente adaptáveis e não terem predadores à altura, principalmente quando se trata dos javalis.

“Essa população está chegando cada vez mais perto dos nossos suínos domésticos e também do homem. Por isso a importância de monitorar e controlar as doenças que estas espécies podem trazer para a nossa população, bem como evitar os estragos que causam nas plantações e o perigo que representam para o homem. Afinal, são animais de médio e grande porte extremamente agressivos”, enfatizou a doutora.

Reconhecimento internacional

Desde 2014, a OIE tornou o reconhecimento das zonas livres de peste suína clássica como um status internacional. Sendo assim, novas diretrizes e regras foram adotadas para que os Estados conquistem esse reconhecimento. Em 2015, somente Santa Catarina e Rio Grande do Sul receberam o pleito. Outros 14 estados brasileiros (PR, SP, MG, MS, MT, GO, TO, RJ, ES, BH, SE, RO, AC e DF), que já tem o reconhecimento nacional como áreas livres de PSC desde 2009, também preparam-se para pleitear o mesmo status a partir deste ano.