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30 de Novembro de 2016

Acrismat participou do lançamento do Mapeamento da Suinocultura Brasileira em SP

Mapeamento lançado pela ABCS, com o apoio do Sebrae reúne principais dados atualizados da cadeia suinícola no país

A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) participou nesta terça-feira (29.11), da cerimônia de lançamento do inédito Mapeamento da Suinocultura Brasileira, em São Paulo. O estudo produzido pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), com apoio do Sebrae Nacional, em parceria com a Markestrat tem o objetivo de mostrar a representatividade do setor na economia nacional, com dados atualizados de plantel, volume produzido, bem como os sistemas e modelos de produção de Norte a Sul do país.

Para o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, o levantamento é muito importante para o fortalecimento da suinocultura na economia do país.

"Ter dados de toda a produção suína no Brasil, como a qualidade e quantidade das matrizes, quanto ela produz de carne e valores, ajuda e muito para divulgar o perfil do produtor. Além de ser uma forma de defesa da suinocultura, que gera mais de um milhão de empregos no país. É também importante para embasamento teórico para conseguirmos mais investimentos para a área", disse.

Baseado em entrevistas e dados de suinocultores especialistas em produção, associações de classe e frigoríficos, o Mapeamento constatou que em 2015 a suinocultura brasileira registrou um plantel reprodutivo de mais de 1,7 milhão de matrizes tecnificadas; o abate de 39,3 milhões de animais e uma movimentação de R$ 149,86 bilhões em toda a cadeia produtiva. De acordo com o sistema de produção, a suinocultura independente representa 38% da atividade, cooperativas 23% e integração 39%. Além de movimentar financeiramente R$ 150 bilhões em toda a cadeia produtiva da suinocultura brasileira.

Esses dados não eram computados até então, o que dificultava para produtores e seus dirigentes entabularem conversas com países importantes visando a exportação e também apresentar subsídios a fim de pleitear políticas públicas. “Agora sim, temos números reais e não abstratos. O mapeamento traz a dimensão do setor”, afirma Marcelo Lopes, presidente da ABCS. Segundo Lopes, os números substantivos o surpreenderam positivamente. “Comprovam a importância da cadeia produtiva. É o seu retrato real. Agora fica muito mais fácil trabalhar”, ele diz.