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04 de Setembro de 2014
Acrismat participa da abertura da 2ª Semana Nacional da Carne Suína
Os representantes da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) participaram da abertura da 2ª Semana Nacional da Carne Suína, realizada na última quarta-feira, 03, em São Paulo. O presidente da associação, Raulino Machado, o vice-presidente, Paulo Lucion e o diretor executivo, Custódio Rodrigues acompanharam o início do evento que tem o objetivo de concatenar várias ações pelo país para promover a qualidade e o sabor da carne suína entre os brasileiros e elevar o consumo da proteína no país.
A presença dos presidentes de várias associações, produtores e representante das empresas envolvidas na iniciativa marcou o evento, que foi promovido pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). O presidente da Acrismat, Raulino Machado, acredita que a iniciativa é de extrema importância para o setor, que teve números de crescimento no consumo da carne no Brasil desde a primeira edição do evento.
“O público está conhecendo de perto como a criação do suíno está moderna no país e como o consumo da carne pode e deve ser feita como uma proteína de extrema qualidade e sem hormônios”, ressaltou Raulino.
De acordo com David Buarque, do grupo Pão de Açúcar (GPA), parceiro da ABCS na promoção do evento, a 1ª Semana Nacional da Carne Suína resultou em um aumento de 77% nas vendas de 2013. Este ano, o investimento em marketing foi de R$ 1 milhão e meio e o objetivo é elevar as vendas em 30%. O programa abrange 500 das lojas das redes Pão de Açúcar e Extra em 16 Estados. De acordo com Peter Estermann, de 2010 à 2013, o consumo per capita de carne suína no Brasil passou de 13 kg para 15,4 kg. Segundo Marcelo Lopes, presidente da ABCS, o objetivo é alcançar um consumo de 18 kg per capita até 2015.
Workshop "Defesa Sanitária e a Peste Suína Clássica no Brasil”
Na terça-feira, 02, ABCS e a Associação Brasileira das Empresas de Genética Suína (ABEGS) realizaram o workshop "Defesa Sanitária e a Peste Suína Clássica no Brasil”. No evento, acompanhou a Acrismat representantes do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT).
O chefe do Departamento de Saúde Animal do MAPA, Guilherme Marques, explicou como o debate sobre a declaração obrigatória da PSC na OIE avançou nos últimos anos bem como sobre os critérios para o reconhecimento do órgão internacional. "É o Mapa que apresenta os estados brasileiros como livres de PSC para a OIE, mas isso deve cumprir uma série de exigências, Atualmente, apenas Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm toda a documentação e práticas demonstráveis para apresentarmos à OIE. A exigência para o reconhecimento nacional é diferente do nível de exigência internacional", explicou.
O auditório também perguntou a respeito das diferenças entre o reconhecimento nacional e o internacional quanto a PSC e a utilidade do primeiro. O representante do Mapa, explicou que o reconhecimento nacional segue com valor, no entanto, ele é menos abrangente que a exigência internacional da OIE. "Os países que mantiverem o nível de exigência devem continuar importando, nas mesmas bases de hoje. No entanto, a regra mudou e, assim, há outras exigências possíveis para os importadores. Ou seja, quem tinha o reconhecimento nacional continua onde está mas existem países, estados e zonas que vão dar um passo à frente para atender, em breve, os mercados que se tornarem mais exigentes", esclareceu.
Segundo a chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella, uma das principais noves exigências é o conhecimento sobre suídeos asselvajados mas existem outras. "Este é um dos pontos que gerará maior trabalho. É um investimento necessário para nossa evolução", frisou.