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20 de Janeiro de 2016
ABPA pede que governo faça leilões de milho para assegurar suprimento à cadeia de proteína animal
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou na terça-feira (19) que o governo federal deverá realizar leilões de milho, após solicitação da entidade que busca evitar escassez do produto para a cadeia produtora de suínos e de frango.
“O governo acompanha com muita atenção este tema e já informou, neste encontro, que realizará leilões de volumes expressivos de milho”, disse o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra, via comunicado à imprensa, após reunião com representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Em comunicado separado, o Mapa informou que o ministro-interino, André Nassar, disse que o governo está concluindo os procedimentos para a comercialização do estoque público de milho.
O ministro disse aos representantes do setor que não há motivo para preocupações, já que o estoque de passagem de milho até o dia 31 deste mês, de 10 milhões de toneladas, é suficiente para mais de dois meses de consumo. Nassar disse ainda que a colheita da primeira safra de milho, estimada em 27,7 milhões de toneladas, já começou e é mais um fator para garantir o abastecimento no mercado interno.
A ABPA tem dito que poderá haver aumento no preço das carnes de frango e de suínos como reflexo da alta nos custos de milho e farelo de soja na nutrição dos animais, diante da escassez destes produtos em algumas regiões do país. Na reunião de terça-feira, representantes da ABPA pediram também estímulos para a próxima safra do milho, para garantir uma oferta homogênea nos estados.
O presidente da ABPA avalia que os setores de avicultura e suinocultura do Brasil enfrentam um “cenário crítico”, com aumento nos custos e escassez de milho em diversas praças, gerando altas especulativas no preço do cereal.
“Nós entendemos que o produtor deve ser remunerado adequadamente”, disse Turra. “O que preocupa é a alta exagerada baseada em especulação. Em um momento crítico para nossa economia, com recessão já anunciada, aumentar custos de produção é penalizar não apenas quem produz, mas também a população consumidora.”