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20 de Junho de 2017

Suínos aumentam e frangos caem

A pesquisa sobre o abatede animais do IBGE referente ao 1º trimestre do ano aponta avanço de 9,9% no processamento de suínos em Mato Grosso, ante igual período de 2016. Foram abatidas 608,234 mil cabeças este ano, contra 553,535 mil ano passado. Na contramão, o abate de frangos retraiu 3,1% no 1º trimestre de 2017, somando 61,007 milhões de cabeças. Em 2016 foram 62,930 milhões. Cada setor tem a sua particularidade. No caso dos suínos, o aumento está relacionado às exportações, segundo Custódio Rodrigues, diretor da Associação dos Criadores de Suínos (Acrismat). “O que salva a atividade são as exportações. O momento econômico não favorece o consumo interno. A economia não fluiu e o consumidor brasileiro continua comendo menos carne. Houve um abate maior porque a suinocultura é uma atividade diferente. Engordou os animais, tem que abater. Quanto ao aumento da oferta, há casos pontuais de produtores que aumentaram o número de matrizes”. Ele acrescenta que a maioria dos produtores está aflita, porque o preço da carne voltou a cair. “Para completar, nos foi antecipado que as vendas externas de carne suína brasileira podem ser afetadas. Alguns concorrentes do Brasil estão entrando mais no mercado e com isso o preço (do produto brasileiro) é pressionado”, diz ele. Os frangos têm a sua queda relacionada ao aumento dos custos e às mudanças estruturais nos aviários, segundo Lindomar Rodrigues, secretário executivo da Associação Mato-grossense de Criadores de Aves (Amave). “O alto custo dos insumos complicou o alojamento de aves. Mas, a queda também ocorreu em virtude da instrução normativa 20, do Ministério da Agricultura, que define adequações nos aviários, para atender às exigências da União Europeia para as exportações”. Segundo ele, para realizar as adequações os locais necessitam ficar desocupados em torno de 20 dias, o que diminui a produção.