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Alimentação

Suinocultura caminha a passos largos para integração total

benartdev

Depois da um grande “teatro” entorno de uma suposta proibição da importação de carne suína brasileira por parte da Rússia em 2011,mas que na verdade a crise só aconteceu na mídia, pois os números oficiais da relação comercial de carne suína com a Rússia mostram outro cenário, a suinocultura brasileira caminha a passos largos para uma integração total.

A Rússia deixou mesmo de ser o principal comprador de carne suína dos frigoríficos brasileiros e praticamente sem impactar no faturamento dessas empresas.

Sai a Rússia e entra Hong Kong, unidade administrativa da China, que passou a ter o status de ser o país que mais compra carne suína (in natura, industrializada e miudezas) dos frigoríficos exportadores que atuam no Brasil, com total de 36,74 mil toneladas liquidas no acumulado de 2012 (janeiro a março) com uma participação de 30,1% no embarque total, destaca levantamento realizado pela equipe de Pecuária da Rural Business.

Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o volume vendido ao país asiático anotou alta de 54,5%, na época comprando mais de 23,7 mil tonelada, quando Hong Kong era o segundo colocado no ranking.

Destaque também para a Ucrânia, que elevou suas compras em 346%, ou seja, de 5,6 mil/t em 2011 para 25,05 mil/t neste ano, se tornando um importante mercado as exportações de carne suína do Brasil, com uma representatividade de 20,5%.

Apenas em terceiro lugar está a Rússia, com um volume de 16,4 mil toneladas. O país, que caiu da liderança, agora é responsável por apenas 13,4% das aquisições. Quando relacionada a 2011, quando na época era o primeiro colocado, houve uma queda nos embarques ao país de 64,4%, quando foram vendidas 45,9 mil toneladas.

Na quarta posição está a Angola, com pouco mais de 9,5 mil toneladas de carne suína adquiridas dos frigoríficos brasileiros entre janeiro a março de 2012, com participação de 7,8%.

Na sequência vem Cingapura e Uruguai, com compras de aproximadamente 7,1 e 5,3 mil/t e participação de 7,8% e 5,8%, respectivamente.

Com isso, o assinante pode notar o maior mix de distribuição da mercadoria, que em 2012 já tem importantes mercados nas primeiras posições. Outros países em conjunto foram responsáveis por 13,9% dos envios ao exterior, que marcaram 17,04 mil/t ao todo em 2012.

Repare que com mais países precisando de carne suína brasileira, os embarques estão 3,6% maiores que em 2011.

Preparamos um ranking de faturamento também junto as exportações de carne suína, este com o total 0,8% acima do visto no mesmo período do ano passado, de US$ 313,4 milhões, antes US$ 310,9 milhões, ou seja, avanço de mais de US$ 2,4 milhões.

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